Simplesmente Ana - Marina Carvalho

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Título: Simplesmente Ana
Autora: Marina Carvalho
Editora: Novo Conceito
Número de páginas: 304
Avaliação: ♥♥♥♥
Sinopse: Imagine que você descobre que seu pai é um rei. Isso mesmo, um rei de verdade em um país no sudeste da Europa. E o rei quer levá-la com ele para assumir seu verdadeiro lugar de herdeira e futura rainha… Foi o que aconteceu com Ana. Pega de surpresa pela informação de sua origem real, Ana agora vai ter que decidir entre ficar no Brasil ou mudar-se para Krósvia e viver em um país distante tendo como companhia somente o pai, os criados e o insuportável Alex. Mudar-se para Krósvia pode ser tentador — deve ser ótimo viver em um lugar como aquele e, quem sabe, vir a tornar-se rainha —, mas ela sabe que não pode contar com o pai o tempo todo, afinal ele é um rei bastante ocupado. E sabe também que Alex, o rapaz que é praticamente seu tutor em Krósvia, não fará nenhuma gentileza para que ela se sinta melhor naquele país estrangeiro. A não ser… A não ser que Alex não seja esta pessoa tão irascível e que príncipes encantados existam. Simplesmente Ana é assim: um livro divertido, capaz de nos fazer sonhar, mas que — ao mesmo tempo — nos lembra das provas que temos que passar para chegar à vida adulta.

Resenha: Durante as minhas leituras deste ano, me deparei com vários gêneros, e um deles foi o romance. Como vocês puderam perceber pelas postagens, li "A Seleção" e achei um máximo! Mas agora a leitura da vez foi "Simplesmente Ana", um livro escrito pela minha professora de Português e Literatura, Marina Carvalho. Acompanhei de perto todas as etapas de preparação e divulgação, e é claro percebi também a aflição presente na autora enquanto a Novo Conceito não liberava informações definitivas do lançamento. Então aqui estou eu, resenhando um das melhores leituras do ano. Com vocês, "Simplesmente Ana".
O livro conta a história de Ana Carina, uma jovem mineira e estudante de Direito que certo dia recebe uma mensagem em seu Facebook de um homem de feições bem adultas dizendo ser o seu pai. Em estado de choque diante da tela do computador, Ana marca um encontro com o cara que se identificava somente pelo nome de Andrej Markov, e descobre que ele era o rei de um país balcã chamado Krósvia. Não dava para acreditar que aquilo realmente estava acontecendo com ela, imagina, se tornar uma princesa! Agora Ana teria que lidar com outras decisões. Como ela poderia largar sua família, amigos, e a faculdade para ir a um país que ela mal conhecia ou tinha conhecimento da cultura e hábitos krosvianos? Era loucura saber que tudo o que ela sabia sobre o pai era apenas uma mentira contada por seus familiares, em especial a sua mãe Olívia, que além de protetora, não gostou muito da aparição de Andrej depois de todos esses anos.
Forçada pelos familiares e principalmente a sua melhor amiga Estela, Ana resolve ir para Krósvia e conhecer a sua segunda família. Ela teria que ser forte o bastante para enfrentar a imprensa que assim que soubesse do pronunciamento oficial, não a deixaria em paz por um longo tempo. Tudo em Krósvia era perfeito e belo, um cenário europeu inesquecível de harmoniosos campos floridos e um clima temperado totalmente agradável. Ana nunca tinha visto nada igual em toda a sua vida, e acreditava que o melhor já tinha acontecido, até o dia em que conheceu Alexander, ou simplesmente Alex, um galã que desde o primeiro encontro arrancou suspiros de Ana, mas um detalhe pode colocar tudo em risco. Alex é o seu meio-irmão e enteado de seu pai Andrej Markov. Será que esta jovem princesa vai conseguir encarar todos estes sentimentos?
Romance munca foi o meu gênero preferido, aliás, raramente leio algum, mas tenho que admitir que "Simplesmente Ana" me pegou de surpresa. Eu não conseguia parar de ler e tudo parecia tão real que era como se eu estivesse ouvindo a voz de Marina contando aquela história, porque percebi muitos aspectos que me remeteram a personalidade da autora, como por exemplo Ana Carina ter como um dos principais incentivos pela leitura as resvistinhas da Turma da Mônica, um clássico! Quem nunca leu não teve infância. 
Pois bem, no decorrer do livro me deparei com marcas do nacionalismo bastante presentes na história, expondo a cultura e principalmente a culinária mineira que é pra lá de espetacular. Nada melhor do que mostrar as nossas raízes através de uma obra que está na estante de vários leitores. Não consegui resistir a essa trama bem estruturada e repleta de surpresas e personalidades do mundo da literatura, música e televisão. Obrigado Marina por tornar minhas leituras mais emocionantes!

Gata Branca - Holly Black

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Título: Gata Branca
Autora: Holly Black
Editora: Rocco
Número de páginas: 360
Avaliação: ♥♥♥
Sinopse: Cassel vem de uma família de mestres da maldição – pessoas que têm o poder de mudar emoções, memórias e destinos com o mais leve toque das mãos. Mas fazer isso é ilegal, o que significa que todos eles são criminosos. Exceto Cassel. Ele não tem o toque mágico, está de fora: é o único filho normal em uma família paranormal. O único detalhe é que matou sua melhor amiga. Tentando fugir de seu terrível passado, Cassel faz de tudo para ser como os outros garotos. Uma noite, porém, tudo vai por água abaixo: depois de sonhar repetidas vezes com uma estranha gata branca, um ataque de sonambulismo o põe em perigo e ele começa a achar que seus irmãos estão escondendo mais do que alguns segredos. Desconfiado de que não passa de uma pequena peça de um grande golpe, Cassel começa então a fazer uma busca em seu passado e em suas memórias, que parecem lhe fugir. Para desvendar os mistérios de sua vida, ele vai precisar armar um verdadeiro golpe de mestre. 

Resenha: A lista de livros na minha meta de leitura está ficando cada vez maior, e o meu tempo menor. Em época de estudos e com provas e mais provas para fazer, quase não consigo reservar um tempinho para ler, mas com muito esforço consegui, e o livro da vez foi "Gata Branca" da autora Holly Black. Eu nunca tinha sequer ouvido falar desta obra, mas me interessei por ser da editora Rocco, que atualmente anda com uma lista muito boa de livros. 
Gata Branca conta a história de Cassel, um jovem estudante universitário que possui um hábito bem comum na sociedade atual, o sonambulismo. Seus passeios noturnos se tornaram constantes, até o dia em que ele acordara e estava bem em cima de um telhado gritando por socorro, assustando grande parte de estudantes e professores do campus universitário. Medidas deveriam ser tomadas, mas como? Cassel vivia em uma sociedade que não pertencia  a ele. Tudo era uma farsa.
Cassel veio de uma família de executores, pessoas com poderes de causarem maldições e controlar sentimentos, pensamento e principalmente a sorte apenas com um pequeno toque de mãos. Uma em cada mil pessoas são executores, um trabalho sujo e ilegal que deve ser mantido em segredo. O problema é que Cassel é o único de sua família que não nasceu com o dom de provocar maldições. Sua mãe, seus irmãos e seu avô eram reconhecidos entre os grupos de executores por serem um dos mais experientes.
Cassel poderia ser considerado o frágil e inocente da família, ao contrário do fato de ter assassinado a sua namorada, Lila, quando tinha apenas quatorze anos. Perdido em mundo repleto de mentiras,  as noites de Cassel vem se tornando cada vez mais intensas, sonhando com uma gata branca que diz ter sido amaldiçoada, e que somente ele poderia quebrar o feitiço. Seria a gata, um espírito de um mortal de volta a vida?
Acho que criei expectativas demais para este livro, sendo um dos motivos de ter adiantado esta leitura, e acabei me decepcionando bastante. Eu pensei que Gata Branca seria repleto de ação e muitos mistérios,  mas não. Acho que somente as quatro primeiras páginas do livro foram bem atrativas. Não gostei nenhum pouco da trama criada pela autora e o enredo apresentado, a não ser pela misteriosa gata branca e o seu verdadeiro significado. Os personagens não me conquistaram e fizeram com que algumas vezes eu quisesse abandonar a leitura, mas fiz um esforço para que isso não acontecesse. Eu esperava bem mais da Holly, e agora nem sei se quero realmente continuar a série “Mestres da Maldição”. Quem sabe depois...

Os Elefantes Não Esquecem - Agatha Christie

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Título: Os Elefantes não Esquecem
Autora: Agatha Christie
Editora: Nova Fronteira
Número de páginas: 175
Avaliação: ♥♥♥♥
Sinopse: Hercule Poirot parou no alto do penhasco. Neste cenário, uma mulher sofrera um trágico acidente, anos atrás. Algum tempo depois, mais uma tragédia: dois outros corpos foram descobertos - marido e mulher - mortos a tiros. Mas quem matou quem? Teria sido um pacto suicida? Um crime passional? Ou um assassinato a sangue-frio? Poirot embrenha-se no passado e descobre que "antigos pecados deixam marcas profundas"





Resenha: Como fazer resenhas e mais resenhas literárias sem apresentar uma obra da ilustríssima e respeitada escritora inglesa Agatha Christie? Sempre criativa e inspirada, Agatha é considerada atualmente uma das maiores recordistas de vendas de livros em todo o mundo, chegando a superar até mesmo a marca de Shakespeare.  Seus romances policias reconhecidos e aclamados pelos críticos, e o seus mais famoso personagem, o notável detetive Hercule Poirot, faz jus ao seu cargo, desvendando crimes cada vez mais intrigantes e assustadores. Agora vamos a espera resenha de "Os Elefantes não Esquecem", outra emocionante jornada de um dos detetives mais famosos de toda a literatura.
Ariadne Oliver nunca foi uma mulher que gostou de se expor publicamente e ir aos eventos literários que reuniam os mais importantes escritores ingleses. Sempre assediada pelos fãs que viviam elogiando as suas obras, Sra.Oliver resolver comparecer em um dos encontros propostos, mas como ela mesmo esperava, tudo estava muito perfeito, até o momento em que um senhora chamada Burton-Cox lhe faz uma pergunta bastante perturbadora sobre um duplo assassinato ocorrido há doze anos atrás. O casal morto era por coincidência os pais de Celia, a afilhada de Oliver.
Agatha Christie
Incomodada com a pergunta e incapaz de respondê-la, Ariadne procura o seu melhor amigo e companheiro, o detetive Hercule Poirot, um perito na área de investigações. Juntos os dois embarcam em busca de respostas que só poderão ser resgatadas da memória daqueles que testemunharam a grande tragédia dos Ravenscroft. Como a Sra.Oliver mesmo diz, os elefantes não esquecem, e naquele momento ela e Hercule estavam à procura de valiosas e decisivas informações.
O ponto mais interessante desta leitura foi a grande semelhança da personagem principal, a Sra.Oliver e a autora do livro. No decorrer da história, a personalidade de Ariadne é mostrada com mais clareza, e às vezes penso que Agatha quis transmitir um pouco de si para a personagem, como nos seguintes aspectos: as duas são escritoras de livros policias, bem sucedidas e elogiadas pelos fãs, são extremamente vaidosas, principalmente com os penteados. E tudo isso tornou a leitura bem mais dinâmica e importante.
Como sempre Agatha sempre nos surpreende com os acontecimentos na história, e Hercule Poirot não perdeu a compostura e consegue nos manter atentos a cada passo que é dado e a cada pista que encontrada. Por mais que você tente, não sossegará até descobrir a verdade escondida pelo tempo e ser anunciado o inquérito final!
Uma trama repleta de segredos obscuros, ganância, ódio e lealdade. Os Elefantes não Esquecem é tão especial como qualquer outro romance policial, e é um livro que você deve ter em sua estante o mais rápido possível.

A Seleção - Kiera Cass

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Título original: The Selection
Autora: Kiera Cass
Editora: Seguinte
Número de páginas: 368
Avaliação: ♥♥♥♥
Sinopse: Para trinta e cinco garotas, a “Seleção” é a chance de uma vida. Num futuro em que os Estados Unidos deram lugar ao Estado Americano da China, e mais recentemente a Illéa, um país jovem com uma sociedade dividida em castas, a competição que reúne moças entre dezesseis e vinte anos de todas as partes para decidir quem se casará com o príncipe é a oportunidade de escapar de uma realidade imposta a elas ainda no berço. É a chance de ser alçada de um mundo de possibilidades reduzidas para um mundo de vestidos deslumbrantes e joias valiosas. De morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha.
Para America Singer, no entanto, uma artista da casta Cinco, estar entre as Selecionadas é um pesadelo. Significa deixar para trás Aspen, o rapaz que realmente ama e que está uma casta abaixo dela. Significa abandonar sua família e seu lar para entrar em uma disputa ferrenha por uma coroa que ela não quer. E viver em um palácio sob a ameaça constante de ataques rebeldes. 

Resenha: Como o blog finalmente está começando a dar os seus primeiros passos definitivamente, eu planejei trazer um livro bem diversificado e atraente, e foi assim que hoje acabei de ler ''A Seleção" o primeiro da trilogia criada pela autora Kiera Cass. O livro retrata a história de uma jovem adolescente chamada America que assim que completa os seus 16 anos é convidada pelo reino de Illéa (atual Estados Unidos) a se inscrever na Seleção, um concurso que tinha como objetivo reunir as 35 mais belas moças da cidade que irão ser submetidas a uma competição da qual somente uma delas será a grande premiada de se casar com o príncipe Maxon e tornar-se rainha.
É claro que nem tudo é fácil, ainda mais para America uma moça pertencente à casta 5 que assim como as 6, 7 e 8, sofriam com questões de baixa renda e má alimentação, servindo as castas superiores. Meri, como era chamada por alguns, estava completamente apaixonada por Aspen, um jovem garoto que trabalhava o máximo para poder ajudar a sua família. Participar da Seleção seria a resolução de alguns problemas financeiros, mas ao mesmo tempo, perigoso. Em tempos difíceis, America se ve incapacitada de recusar o pedido, e com apoio da família e do próprio namorado, ela acaba se inscrevendo e logo em seguida sendo classificada para a primeira fase.
O bairro em que Meri morava estava em festa, ela seria uma das trinta e cinco garotas que estariam na disputa, e durante este período residiriam no castelo do reino, as concorrentes teriam de usar todas as suas táticas para conquistarem o coração do príncipe Maxon.
Carisma e disciplina eram tudo nessa competição, quanto mais simpática uma candidata for, melhor seria a sua 'imagem' que chegaria aos telespectadores que assistiriam a cada etapa do concurso. Por mais que seja difícil para America, ela sabia que estava ali por sua família, principalmente a sua irmã caçula May, que sempre fora muito adorável. Concentração era o que Meri mais precisa naquele momento, quando ela acabara de ter um pequeno conflito com o príncipe e com a concorrente Celeste da casta 2, que desde o começo se mostou determinada a fazer qualquer uma ali presente dar adeus a tão sonhada coroa. Indecisa, America fica cada vez mais preocupada e seus sentimentos por Aspen e Maxon se mostram cada vez mais complicados.
Acho que o principal motivo de ter lido "A Seleção" foi a capa, que além de muito bonita, é realmente um convite a leitura. Romance nunca foi a minha praia, e tenho que admitir que este me pegou de surpresa, pois eu não conseguia parar de ler, e só queria chegar até a última página para descobrir o que realmente iria acontecer no desenvolver da trama.
O mais interessante é que os personagens são tão simpáticos que conquistam o leitor imediatamente, não consigo tirá-los da minha cabeça por mais que eu tente. America e Maxon realmente marcaram a minha jornada literária e não vejo a hora de começar a ler "A Elite", continuação da série. "A Seleção" entrou para a minha lista de favoritos de todas as minhas leituras. Espero que Keira cass não nos decepcione.